Project Description

1. Blefaroplastia

A Blefaroplastia é a cirurgia que retira o excesso de pele das pálpebras superiores ou inferiores. A pele em excesso pode causar sensação de cansaço, incômodo acima dos olhos pelo uso excessivo do músculo frontal e obviamente a queixa estética com a pele redundante.
A cirurgia consiste na retirada de um losango de pele através de um corte no sulco palpebral (´´dobrinha´´ da pálpebra superior) ou embaixo dos cílios na pálpebra inferior. A pele é fechada com pontos de nylon que são retirados em aproximadamente uma semana. A anestesia é local associada ou não com sedação. A sedação é realizada por médico anestesista geralmente com medicação endovenosa. Na mesma cirurgia pode-se retirar as bolsas de gordura, melhorar a posição da pálpebra ou supercílio (ptose) ou da textura da pele utilizando medicações como o ATA (ácido tricloroacético).
A recuperação depende de cada paciente, porém é comum que nos primeiros 3 dias haja muito inchaço e hematoma local. É importante fazer uns 3 dias de repouso voltando aos poucos às atividades diárias, cuidando sempre da cicatriz usando óculos escuros e chapéu quando sair de casa. O resultado final é observado após os primeiros 30 dias, sendo ideal após os 90 dias.
As complicações são raras mas podem acontecer. Talvez a mais frequente seja a hipocorreção e a consequente necessidade de nova cirurgia para retirar mais pele. A infecção ou alterações da cor da pele na cicatriz podem acontecer raramente.

2. Ptose Palpebral

Ptose é quando a pálpebra superior se encontra mais abaixo do normal em relação à pupila. A cirurgia de correção da ptose está indicada quando a altura da pálpebra superior cobre a pupila diminuindo a visão ou há incômodo de caráter estético pela assimetria (diferença entre os dois olhos).
Existem várias técnicas cirúrgicas para reposicionar a pálpebra, dependendo do grau, tipo de ptose e a idade do paciente. Nos adultos, quando a ptose é leve a técnica que mais utilizo é a conjunctivomullerectomia, onde por uma incisão via conjuntival (por dentro, sem cicatriz na pele) a pálpebra é elevada no máximo uns 2-3 mm. A anestesia é realizada com infiltração local com ou sem sedação endovenosa.
As complicações mais frequentes são a recidiva e assimetria entre os dois olhos. Por isso podem ser necessárias mais de uma cirurgia.
Também podem acontecer outras complicações menos frequentes, como irregularidade do sulco palpebral ou lagoftalmos (fechamento incompleto das pálpebras).

3. Vias Lacrimais

As Vias Lacrimais são o sistema de drenagem da lágrima nos olhos. Ela é composta por dois buraquinhos no canto interno de ambas pálpebras (pontos lacrimais), o saco lacrimal e o ducto lacrimonasal que drena a lágrima para dentro do nariz. Os músculos da pálpebra funcionam como uma bomba, que empurra a lágrima para os pontos lacrimais. Ao piscar as lágrimas entram pelos pontos lacrimais até o saco lacrimal para sair pelo nariz.

Nos adultos são muito frequentes as alterações nos pontos lacrimais por pálpebras mal posicionadas ou até perda de força nas mesmas, com dificuldade para a lágrima ser bombeada para o saco lacrimal. Por outro lado, nos casos de obstrução do ducto lacrimonasal, patologias estas que são menos frequentes, há lacrimejamento com secreção esbranquiçada ou amarelada com dor e vermelhidão na região do saco lacrimal.

Nas crianças a patologia mais frequente das vias lacrimais é a abertura incompleta da via lacrimal no nariz (válvula de Hasner), por isso o lacrimejamento com secreção. A secreção vem da lágrima estagnada no saco lacrimal e é importante a drenagem com massagem várias vezes ao dia. Esta massagem além de ajudar a abrir o ducto, diminui as chances de infecção local.